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A escolha de uma cultura depende do pH do solo
Se o pH do solo / substrato for inadequado, a colheita pode diminuir até tal ponto que não seja interessante manter a cultura. Além disso, deve ter-se em conta que existem águas cujo teor em carbonato ou bicarbonato pode ser muito elevado (águas alcalinas); o seu emprego, sob rega por aspersão, pode acarretar problemas importantes se previamente no foram correctamente aciduladas. De tudo isto se deriva a importância que tem conhecer o pH do solo/substrato, o pH da água de rega ou o pH da dissolução nutritiva que utilizamos em fertirrigação.
É aconselhável dispor de equipamentos (sondas) que nos indiquem de forma directa o pH.
pH dos fertilizantes dissolvidos em água
Alguns fertilizantes utilizados em fertirrigação (MAP, MKP, ácido fosfórico, ácido nítrico e sulfato de amónio) tendem a acidificar a água de rega; outros (nitrato potássico, nitrato cálcico, nitrato magnésico e sulfato potássico), pelo contrário, tendem a alcalinizá-la; daí a necessidade de conhecer a reacção dos fertilizantes e as suas misturas uma vez dissolvidos na água de rega para evitar perdas de colheita (em quantidade ou qualidade) e perda de nutrientes devido à formação de precipitados: Perda de cálcio e magnésio como carbonato cálcico ou magnésico; de enxofre como sulfato cálcico; de fósforo como fosfato cálcico e de ferro como sulfato de ferro.
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O projecto de rega por aspersão passa pela realização de um projecto agronómico e, a partir dele, de um projecto hidráulico. Com o primeiro, é realizado o planeamento geral do sistema em base aos condicionantes do meio (solo, culturas, clima, parcelamento, etc.), com o objectivo de conseguir uma distribuição uniforme da água e que aquela se infiltre onde cai (não existe escoamento). Com o segundo, pretende-se realizar o dimensionamento mais económico da rede de canos, com a pretensão de alcançar umas condiciones semelhantes de pressão nos emissores, para tratar de conseguir uma distribuição da água uniforme.
Os dados de partida para o projecto agronómico são habitualmente: o plano da parcela a transformar (com curvas de nível). Caudal disponível e qualidade da água. Dados do solo, que intervém como armazém regulador e como factor limitante da pluviometria do sistema. Dados da cultura, em especial as necessidades hídricas e profundidade radicular máxima, alternativa de culturas, lavoura, etc. Dados do vento.
A estes dados de partida devem incrementar-se uma série de decisões fundamentais ao sistema, quadro de rega e aspersor.
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